segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Não basta ser pai....tem que aguentar!


Não basta ser pai....tem que aguentar
Pego minha gatinha na escola com um sorriso no rosto e um beijo cheio de saudades. Entramos no carro e seguimos para casa. No caminho:
- O que você fez na escola hoje meu amor?
- Nada.
- Nada, nem brincou?
- Só brinquei.
- Ah, tá. E não assistiu nenhum filme?
- Assisti o filme da pequena sereia.
- Ah, que legal. E você fez natação hoje?
- Fiz.
É, então quando você diz que não fez nada, estava só resumindo seu dia não é mesmo? Pensei.
- Meu amor, o que você acha de brincarmos de boneca quando chegarmos em casa?
- De boneca?
- É. Podemos montar uma barraca na sala com um lençol e as cadeiras e brincamos de boneca, o que você acha?
- Por que, você não tem nada pra fazer não é?
- .... ???!!!!!
É, não basta ser pai, tem que aguentar.


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nada

Estava aqui pensando com meus botões, o que me fez olhar para os botões da minha camisa. De onde pode ter surgido essa expressão? De algum alfaiate filósofo, provavelmente. Continuando; estava aqui pensando, atividade que tenho feito bastante nos últimos tempos – não que eu não praticasse antes, mas ultimamente estou exercitando bastante meu cerebelo – e lembrei que a muito não escrevo nada no meu pseudo blog.
Pensei: bem, estou aqui, de saco cheio de surfar na internet, alternando entre matérias sobre maiores gatos do mundo com prisões de vagabundos que roubaram cachorros-quentes, por que não atualizo meu blog?
Legal, ótima idéia. Então vou escrever sobre o que?
Ah, posso fazer uma avaliação sobre alguns estabelecimentos que conheço, como bares ou restaurantes. Hum, péssima idéia. Não sou um bom avaliador, nunca me prendi a detalhes desses estabelecimentos até porque nunca pensei em avaliá-los. Pelo menos não avaliá-los para outras pessoas. A única avaliação que eu costumo fazer dos lugares que freqüento é a avaliação mental que sempre fazemos de qualquer lugar que visitamos para, inconscientemente, saber se vamos querer voltar lá ou não. Além disso estou abstêmio a algum tempo e, obviamente, estou evitando lugares cuja atividade fim seja a venda de bebidas alcoólicas.
Poderia então escrever sobre a crise política em Honduras e o papel do Brasil em uma possível solução pacífica para o impasse. Hum, outra péssima idéia. Em primeiro lugar não sou analista político, e nem levo muito jeito pra isso. Em segundo lugar, quem iria ler a opinião de alguém que não sabe nada sobre o assunto, a não ser o que se ouve na mídia, quando todos os analistas políticos do país, e muitos no mundo, não falam sobre outra coisa?
Poderia falar sobre alguns bons livros que tenho lido ultimamente, mas, ao contrário do meu cunhado, eu não tenho o dom de fazer uma resenha mental e crítica analítica de todo o conteúdo do livro e das entrelinhas no exato instante em que acabo de ler, e guardá-la por muitos anos em um canto escuro e de fácil acesso na minha cabeça. Mas posso indicar os livros do Dan Brown que são ótimos porque, apesar do estilo bem parecido de todos eles, o trabalho de pesquisa que ele faz para escrever é notável. Indico também O Poeta, do Michel Connely, excelente.
Continuando; sei lá, poderia escrever sobre frivolidades como o trânsito de Brasília, o clima de Brasília, a violência no Rio de Janeiro, a seca no nordeste ou as enchentes no sul do país. Mas isso já podemos ler com muito mais detalhes em jornais, revistas e sites em qualquer lugar que se olhe.
Depois de exercitar meu cerebelo é com algum pesar e sem muita surpresa que chego à conclusão que, depois de bastante tempo, vou, finalmente, atualizar meu blog falando sobre.........nada.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Gripe suína


A gripe suína continua sendo assunto principal nas rodas de conversa em bares, restaurantes e salões de beleza. Muito se fala nesse vírus que é grave e que está matando muita gente no mundo inteiro.

Porém muita informação é esquecida ou ignorada. As pessoas em geral tendem a achar as notícias tristes e trágicas mais “interessantes”. Por exemplo, quase todas as pessoas conhecem a gripe suína, porém poucas pessoas sabem que ela mata menos que a gripe comum. Até hoje (dia dessa postagem) morreram cerca de 192 pessoas no Brasil em conseqüência da gripe suína, mas poucas pessoas sabem que só no mês de julho de 2008 morreram 4500 pessoas no Brasil por causa da gripe comum.

Aproveitando a onda de pessimismo, alarmismo e desinformação, algumas pessoas estão disseminando informações incorretas, distorcidas ou mentirosas, e acredito que fazem isso apenas para se divertir, se é que alguém possa achar isso divertido.

Ontem recebi um email que me deixou surpreso pelo fato de a remetente ser uma pessoa bastante instruída e informada. O email relatava uma suposta conversa sobre a nova gripe, através do MSN, de uma mulher chamada Lilis com um amigo apelidado de deco. Ao final da conversa existe o nome de uma Dra. Lívia, dando a entender que a Lilis, da conversa, é uma fisioterapeuta.

Na conversa o deco relata, entre outras coisas, que:

“to em panico com esse negcio da gripe. hoje tivemos reunioes com uns medicos da Unimed, os caras falaram que a situação é desesperadora”

“que os hospitais e as operadoras de saude, tao recebendo oficios do governo pra nao divulgar dados”

“morreram 12 medicos em curitiba já, 3 deles cooperados da Unimed”

“o HC teve 115 mortes já, mas só pode divulgar que teve 28”

“tão colocando as pessoas em coma induzido pra amenizar o sofrimento”

“a Unimed disse que tem um documento na mao que parece que segunda feira em Curitiba, vai ser decretado estado de calamidade publica e vão mandar parar a cidade”

Fiquei abismado pensando como uma pessoa instruída e informada pode acreditar e repassar um amontoado de besteiras sem nexo como esse.


Fiquei até imaginando a cena. A infermeira do HC perguntando para o médico de plantão:

- Dr. o que fazemos com o paciente do quarto 32?


- Esse não tem mais jeito. Coloca em coma induzido e espera morrer.


- E o paciente do quarto 47?


- Esse ainda tem chance, mas está difícil tratar porque dos cinquenta médicos que tínhamos no quadro, dezoito já morreram, então bota em coma também.

Recebi outro email falando sobre a nova gripe hoje, encaminhada pela minha irmã, que também é uma pessoa instruída, e abaixo segue seu email e a resposta que eu enviei a ela.


Date: Thu, 13 Aug 2009 12:16:39 -0300Subject: N1H1 na visão Ecologica - receitasFrom: Minha.irmã@gmail.com

Ainda no mesmo tema já batido.Repasso um e-mail que recebi com algumas dicas e receitas saudáveis pra prevenção de gripe.
Bjs,
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Recentementede, em quase todos os sites tenho recebido muitas informações sobre o N1H1, tenho escutado horrores deste vírus....
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-Foi criado pelos "Laboratórios famacéuticos Americanos" como os hackers de computador que criam o víruos e o anti-vírus.
-É para tirar o EUA da crise que é o maior exportador do remédio.
-Que a vacina "mata" mais que o vírus
... e muito mais.
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O que sei de verdade:
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-Que milhões estão sendo gastos.
-Que a coisa é mais séria que pensamos ou sabemos.
-Que realmente pessoas estão morrendo.
-Que lavar a mão, usar alcool, evitar lugares públicos não resolve.
-Que muito mais pode ser feito do que está sendo divulgado.
-Não acredito muito em vacinas
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Mas eu anunciei que este e-mail era sobre uma visão ecológica, pois sei que você também está recebendo estes e-mails polêmicos e parecidos com teorias da conspiração pro fim do mundo.
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Nossa opinião:
-Não se preocupe com o vírus se preocupe com sua saúde como um todo.
-Melhore sua imunidade como um todo, pois esta e muitas outras virão em um mundo que usa e abusa de antibióticos para alimentar animais, para engordarem mais rápido, que alimentam vacas com fezes de galinha, que tritura vacas mortas, desidrata, tritura e dá para vacas comer. Estamos criando bactérias super poderosas, quando a humanindade começou a comer carne, um mundo novo de bactérias foram criadas com o uso indiscrimidado de antibióticos estamos criando super vírus, super bactérias, super problemas.
-Como o princípio ativo do tamiflu vem da semente do anis resolvemos criar uma receita de suco vivo com chá de anis.
2 estrelas de anis, socadas no socador até estar em pedaços pequenos, levao ao liquiidificador, bater por alguns segundo, com 1 copo de água. Usar uma peneira de leite para separar os pedaços da água que agora está cheia de óleos essênciais do anis. Nunca levar ao fogo.
Use esta água para fazer um suco vivo de sua prefência, mas vamos dar uma receita do suco vivo "Green Smoothie" criado por Victoria Bouenco e adaptado por nós:
- 4 bananas
- 10 morangos
- 3 folhas de acelga
- Chá de anis frio.
- 1 colher de sopa de abacate
Procedimento:
Bater no liquidificador até estar totalmente homogênio.
Obs: Mas não adianta usar anis todos os dias, existe muitos outros antivirais fáceis de encontrar, alho, gengibre, canela, cravo, curcuma, se você usar anis todos os dias vai saturar seu organismo, veja os 10 mandamentos do suco vivo.
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Para saber mais:
http://sucovivo.com/visite/ArtigoN1H1a/

Informação muito boa mas está em inglês:
http://sucovivo.com/visite/ArtigoN1H1b/

Colocar medo também ajuda...
http://sucovivo.com/visite/medoajudaavender/

10 mandamentos do suco vivo:
http://sucovivo.com/10_mandamentos_do_suco_vivo.html

suco vivo tem proteínas:
http://sucovivo.com/visite/SucoVivoTemPROTEINAS/



RESPOSTA



2009/8/13 Saulo <Eu@hotmail.com>

Muito legal o email.

Eu concordo plenamente que o vírus da gripe H1N1 foi criado pelos estados unidos para que eles saíssem da crise vendendo o remédio e a vacina.

Eu sempre desconfiei, o que foi provado com esse email, que a vacina mata mais que o vírus.

Eu, assim como o(a) autor(a) desse email, também nunca acreditei muito em vacinas, inclusive nem sei por que eu dei tantas vacinas na minha filha quando ela era mais nova.

Eu também sempre disse que a coisa é muito mais séria do que nós sabemos e que eles (não precisa dizer quem são eles, né?!!!) estão escondendo informações, dados e fatos sobre a gripe, além de esconder outros procedimentos que poderiam salvar milhares de vidas só para..... sei lá, só para esconder.

Pra finalizar, eu sempre avisei todos os meus amigos e familiares que, para se proteger da gripe, não adianta lavar as mãos com álcool e evitar locais fechados e cheios de doentes, basta tomar suco de anis, alho, gengibre, canela, cravo e curcuma, batido com leite de boi e umas pitadas de limão (a parte do limão é minha... &:-). Ah, e detalhe, isso já está cientificamente comprovado, testado durante anos com a gripe do porco, da cabra, da galinha d'angola e do dromedário.

Obrigado pelas dicas úteis, e não se esqueça de reencaminhar esse email.

Beijos

De qualquer forma, temos sim que nos prevenir, principalmente cuidando da nossa saúde como um todo. Temos que nos preocupar sim, porque é uma doença que pode matar. Mas temos que ter bom senso e evitar as brincadeiras de mal gosto como essa “conversa” que está rodando de email em email.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Filé à parmegiana

Hoje cheguei ao trabalho já pensando que meu almoço seria chato, solitário e saudável. Saudável até demais. Pensava em almoçar uma salada no restaurante do trabalho, porém por volta das onze da manhã a fome começou a apertar e não demorei a recordar aquele filé à parmegiana que eu havia feito no domingo. Fiz duas travessas e a que foi servida não ficou boa, por um descuido meu o prato ficou muito seco. Mas a segunda travessa, a que sobrou, estava intacta, embalada com papel contact na geladeira, deliciosa e aguardando apenas o calor do forno lhe dar vida novamente.

Como a viajem do meu trabalho à minha casa seria longa, solitária e chata o suficiente para me tirar a vontade de almoçar fora, convidei a “patroa”. Agora sim o almoço seria tudibom.

Peguei a “patroa” no trabalho dela, fomos até minha casa, almoçamos um filé delicioso acompanhado de arroz branco e batata frita, falamos muita abobrinha, demos muita risada e ainda assistimos uma parte do Jornal Hoje. Uma viajem que valeu muito à pena.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu sem você




Eu sem você sou um oceano sem peixes. Um campo sem flores.

Eu sem você sou uma chama sem calor. Uma chuva que não cai. Um céu sem pássaros. Um pássaro sem asas.

Eu sem você sou como um coração que não bate. Uma lágrima descendo por um rosto sem vida.

Eu sem você sou como um ipê sem folhas e sem flores. Sou uma cigarra que não pode cantar.

Eu sem você sou um olhar no vazio. Um artista sem público. Um grito ecoando no espaço, sem ninguém para ouvi-lo.

Eu sem você sou um abraço sem calor. Um sorriso sem emoção. Um pedido de perdão, quando já é tarde demais.

Eu sem você sou uma mãe sem seu filho. Um filho sem amor. Um sussurro dentro do furacão.

Eu sem você sou a última gota de um rio seco. Uma borboleta que não pode farfalhar as asas. A última linha de um livro que não foi escrito.

Eu sem você sou a estrela que se apaga. A flor que não desabrocha. O beijo que nunca foi dado.

Eu sem você não existo. Sou o último passageiro de um trem que já passou. Um retrato que se apagou.

Eu sem você sou apenas alguém que não é ninguém.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Apenas para dizer que te amo

Estava sentado, olhando para a tela do computador e pensando em você. Não sabia se te ligava ou se te mandava uma mensagem. Só sabia que queria falar com você. Mandar-te um recado. Uma lembrança de mim.

Queria estar invisível ao seu lado, escutando seu pensamento, para saber se você estava pensando em mim, como estou pensando em você.

Queria estar ao seu lado, invisível, para poder te admirar por horas, sem te deixar sem jeito.

Queria estar ao seu lado, invisível, e sussurrar pequenas declarações de amor, só para ver aquele sorriso lindo, que só você sabe me oferecer, brotando nos seus lábios como uma mina d’água cristalina me chamando para um mergulho.

Queria estar ao seu lado, invisível, para escutar a sua voz e sentir mais uma vez meu coração bater acelerado, como querendo voar.

Queria estar ao seu lado, invisível, mas real, como o amor que eu sinto por você, que é invisível, mas me lembra a todo o momento que existe.

Queria estar ao seu lado, apenas para dizer mais uma vez que te amo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A vingança dos três porquinhos


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Verdadeiro amor

Verdadeiro Amor
Eder E Enrique
Composição: Marcelo Cassoni / Ricardo Mota

Eu ouvi dizer que você
quer um pouco de atenção
acho que eu posso fazer
muito mais pro seu coração
quero te ajudar a vencer
o teu medo dessa paixão
pode confiar nos meus olhos
vou te arrancar da solidão

se nunca quis se entregar,
não aprendeu a sonhar
te ensinarei
se só conheceu a dor
e não provou o amor
eu te darei...

Milhões de beijos, abraços, carinhos...
eu vou te fazer feliz
Despertar um sonho lindo,
o que você sempre quis
você vai sentir
vai conhecer o prazer
de um verdadeiro amor...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Estereogramas

O objetivo é fazer com que os seus olhos convirjam num ponto que está situado além da tela. O que não é fácil já que, durante a vida, eles foram treinados para fazer exatamente o contrário: convergir no plano do papel ou da tela.

Comece olhando bem de frente para a tela, num local com boa iluminação. Como tudo isto exige certa tranqüilidade, é conveniente fazê-lo num lugar calmo sem espectadores que o(a) possam distrair. Coloque-se suficientemente próximo do estereograma para que a sua imagem ocupe uma boa parte do seu campo de visão.

Em seguida vem a parte difícil. Como é que se olha para "além" de uma coisa? A receita não é fácil. Pode imaginar um ponto no espaço, atrás da tela e tentar olhar para ele, mas isso pode não dar certo. Talvez o mais simples seja fazer aquele olhar "perdido no espaço", que fazemos quando estamos completamente distraídos e sonhadores. O principal problema é que, quando olhamos "para além" do desenho, este se transforma num borrão sem sentido e a parte do seu cérebro responsável pela visão detesta processar imagens sem sentido. É por isso que ela vai querer forçá-lo(a) a olhar para a tela. Resista.

Se conseguir olhar para além da tela durante tempo suficiente (às vezes uns minutos, às vezes meia-hora...) a imagem que você espera vai aparecer. Tenha fé. O resultado vale o esforço.

Existe um pequeno número de pessoas que nunca consegue ver a terceira dimensão dos estereogramas - fala-se em 10 por cento. No entanto, esgote todas as técnicas disponíveis antes de concluir que você pertence a este grupo.

Aguia















Golfinhos

Coroa

Espiral de gelo

Cubo

Luzes

3D

ônibus espacial

Moedas

Laços

Busto

Estrela

Escada

Gato

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Puta que pariu

Falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport.
No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles.
Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa.
Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. Seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões.
O batimento cardíaco dos voluntários também foi medido durante a experiência e se mostrou mais acelerado quando eles falavam palavrões.
Os cientistas acreditam que o aumento do ritmo de batimentos cardíacos pode indicar um aumento da agressividade, que, por sua vez, diminuiria a sensação de dor.
Para os cientistas, no passado isso teria sido útil para que nossos ancestrais, em situação de risco, suportassem mais a dor para fugir ou lutar contra um possível agressor.
O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo.
"(A prática de) Falar palavrões existe há séculos e é quase um fenômeno linguístico humano universal", diz Stephens.
"Ela mexe com o centro emocional do cérebro e parece crescer no lado direito do cérebro, enquanto que a maior parte da produção linguística ocorre do lado esquerdo. Nossa pesquisa mostra uma razão potencial para o surgimento dos palavrões, e porque eles persistem até hoje." Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, mostrou que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Paixão Sobre duas asas

Desde garoto nunca me interessei por motos. Nunca me atraíram ao ponto de sentir vontade de andar em uma e até me deixavam com medo. Talvez houvesse um misto de fascinação e medo. Nunca entendi a expressão “paixão sobre duas rodas”. Andar de bicicleta é muito bom e eu sempre gostei, mas nunca achei que pudesse se tornar uma “paixão sobre duas rodas”, e como sempre achei que andar de bicicleta e andar de moto fossem muito parecidos, por associação, também achava que, dizer que andar de moto era uma paixão, seria um pouco de exagero.

Em meados de 2002 eu fiquei sem carro. Não tinha dinheiro para comprar outro carro, morava longe, chegava em casa tarde da noite e o caminho da parada de ônibus até minha casa era longo e um pouco desencorajador. Então um dia eu estava em casa, assistindo televisão, quando vi uma propaganda que anunciava:

- CG 125, Titan, sem entrada, com prestações de R$ 192,00 mensais.

Pensei, aí está a solução. Eu nunca havia sentado nem na garupa de uma moto. Não gostava, tinha medo, mas como a necessidade é o maior estímulo para tudo, resolvi arriscar.

Entrei em uma auto-escola para tirar carteira de moto e, em paralelo, dei entrada no financiamento de uma CGzinha. A primeira vez que eu sentei em uma moto foi na auto-escola. Lá não aprendemos muita coisa. Aprendemos onde fica o freio, acelerador, câmbio, como trocar as marchas e, mal e parcamente, como se equilibrar em cima de uma moto. Não posso criticar a forma como são ensinados os futuros motociclistas, afinal não podemos colocar uma pessoa que não sabe andar de moto em pleno eixo monumental, com o instrutor na garupa orientando:

- Pode acelerar. Cuidado com o carro da frente que não está te vendo. Não pegue o corredor. Não entre embaixo desse caminhão porque não faz bem para a saúde. Cuidado com aaaaa.........

Então, infelizmente temos que aprender a pilotar em um quadrado de, sei lá, 1000m2, com um percurso desenhado onde temos que andar em linha reta, fazer um balão em forma de oito, fazer um ziguezague em volta de alguns cones e então passar, em linha reta, sobre um desnível de aproximadamente 20cm de largura por 5cm de altura.

Lembro-me bem que eu ia fazer minha prova da auto-escola em um sábado, porém fui buscar minha moto na concessionária na quarta-feira, três dias antes de fazer a prova. Fui para casa às 18h30min, sob uma chuva fina e quase morrendo de medo. Nunca tinha pegado a estrada de moto, apenas o pseudo circuito da auto-escola, e nunca havia engatado nem uma terceira marcha em uma moto, já que não havia espaço suficiente na auto-escola para isso.

Cheguei em casa vivo, ainda não sei bem como, mas cheguei. Os dias seguintes foram ainda piores. Ir e voltar para o trabalho, de moto, em horário de pico era quase um tormento. Aprender o controle de embreagem e não deixar a moto apagar na saída de um semáforo não foi muito fácil. Perder o medo de pilotar no trânsito não foi tão fácil. Porém em pouco tempo eu já dominava a arte de ser um “motoqueiro”. Estava mais para um motoqueiro que para um motociclista. Andava de moto por necessidade. Apenas para locomoção. Até que perdi o medo. Aprendi a andar de moto e me tornei, aos poucos, um motociclista.

Hoje eu já sei o que é andar com o vento no rosto. Sentir os músculos se contraírem enquanto o ronco do motor se torna mais alto quando aceleramos. Hoje eu sei o que é a liberdade ao sentir a velocidade sem nada ao meu redor, só o vento, o barulho do escapamento e o asfalto correndo rápido embaixo de mim. Poucos prazeres se comparam a sentir a adrenalina subindo tão rápido quanto a velocidade no velocímetro, 100, 120, 160, 200..... Seu corpo se retrai, seu coração parece querer correr ainda mais que você, seu cérebro se concentra praticamente inteiro na pista, no vento, nas calçadas, no sol e no ronco do motor. Você sente sua vida passando tão rápido quanto o asfalto abaixo dos seus pés, enquanto o tempo parece ter parado só para você. Você se sente voando baixo, você se sente voando sobre aquelas duas rodas. Hoje eu entendo a expressão “paixão sobre duas rodas”. Hoje eu poderia dizer que é uma paixão sobre duas asas. Asas que fazem o tempo parar, mesmo que por poucos segundos.

Além de ser extremamente prazeroso você andar livre, fugindo do trânsito, você anda mais concentrado sabendo que esse prazer também é perigoso por causa das outras pessoas que não respeitam e não andam tão concentradas como você. Essa concentração é prazerosa, faz você se sentir vivo. Faz se cérebro trabalhar mais. E agora está comprovado que pilotar moto faz bem para o cérebro e rejuvenesce.

Um estudo realizado pelo neurocientista japonês Ryuta Kawashima mostra que os pilotos de motocicletas se mantêm mais jovens que os motoristas de automóveis. A explicação para isso, segundo Kawashima, é que “pilotar uma moto requer alto nível de anteção”. “O cérebro e o corpo acabam relaxando em ambientes cômodos e com poucos desafios. Quem pilota motos envelhece com mais inteligência”. O estudo foi realizado com um grupo de homens que não dirigiam moto nos últimos 10 anos. Metade do grupo passou a andar de moto enquanto a outra metade continuou dirigindo carros. “Os voluntários que pilotaram motos tiveram melhores resultados nos testes de função cognitiva”, disse o neurocientista. No teste de recordar um conjunto de números de trás para frente, por exemplo, o grupo que pilotou motos foi 50% melhor.

Ou seja, andar de moto é perigoso, principalmente com o trânsito cada vez mais caótico das grandes cidades, porém é uma atividade extremamente prazerosa e que ainda por cima faz bem para a saúde.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Frase da semana

"O que as mulheres mais querem quando procuram um namorado?" (Pergunta de uma promoção do correioweb, que deve ser respondida com 10 palavras)

As mulheres querem um homem de verdade, que as façam se sentir em um conto de fadas!

Pergunta: "As, um, de, que, as, se, em" contam como palavras?

Curiosidades sobre a cerveja

A cerveja é apreciada em todos os cantos do mundo desde tempos remotos, porém foi apenas após a Revolução Industrial que houve um grande aumento no consumo dessa bebida. Neste século tivemos, além do grande aumento da produção e consumo da cerveja, uma conscientização dos efeitos do consumo excessivo tanto da cerveja como de qualquer bebida alcoólica. Vamos então falar um pouco da história da cerveja, curiosidades e algumas implicações na saúde.

Como praticamente qualquer açúcar ou alimento que contenha amido pode sofrer fermentação, surgiram diversas formas de cerveja em várias sociedades ao redor do mundo. Na Mesopotâmia, a mais antiga evidência referente à cerveja está numa tabuinha sumeriana com cerca de 6000 anos de idade, na qual se vêem pessoas tomando uma bebida através de juncos de uma tigela comunitária.

O lúpulo é uma planta cultivada em países de clima frio. Esta planta possui flores que contém compostos amargos (lupulina). Há muitos anos atrás, uma busca por propriedades medicinais na cerveja levou os antigos cervejeiros a adicionarem plantas e flores em suas receitas. Uma delas foi o lúpulo, que possui propriedades medicinais pouco definidas, um aroma específico e transformou a cerveja em uma bebida mais amarga. Assim, ao longo dos anos a adição de lúpulo na cerveja se perpetuou, sendo hoje uma matéria prima essencial para elaboração da cerveja. O mais antigo escrito remanescente a registrar o uso do lúpulo na cerveja data de 1067 pela Abadessa Hildegarda de Bingen: "Se alguém pretender fazer cerveja da aveia deve prepará-la com lúpulo."

A mais antiga receita do mundo é uma receita de cerveja. Foi descoberta por arqueólogos na Mesopotâmia, gravada numa placa de gesso. Os vestígios da cervejaria mais antiga do mundo foram descobertos no Egipto e datam de 5400 a.C.

Qual a diferença entre Chope e Cerveja?

O que se fabrica nas cervejarias é chope. O chope se "transforma" em cerveja já dentro da garrafa, quando passa por um processo de pasteurização (elevação da temperatura por tempo determinado) para aumentar sua estabilidade microbiológica. Portanto, a princípio, a diferença é que o chope não é pasteurizado, e a cerveja sim.

Existem cervejarias que fazem uma “flash” pasteurização no chope, que seria uma elevação de sua temperatura durante segundos, fazendo com que seu prazo de validade aumente em alguns dias. Pelo prazo de validade do chope variar de 15 a 40 dias, algumas cervejarias podem ainda não adicionar anti-oxidante no produto, já que seu consumo é quase que imediato.

A cerveja é a terceira bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para o leite e o café.

A cerveja traz em seus ingredientes vitaminas do complexo B. fosfato e magnésio. Porém o álcool pode comprometer seu valor nutritivo. Cada lata de cerveja possui 123 kcal, o que pode ser queimado com 25 minutos de pedalada a 15 km/h. O problema é que se você tomar 10 latas de cerveja terá que pedalar quase três horas. E bêbado.

Valores nutricionais da cerveja:

Energia 123 kcal
Álcool 10,8g
Proteína 0,9g
Carboidrato 11,1g
Lipídio 0g
Água 276,9g
Cinzas 0,3g (Cinzas? E isso faz bem ou faz mal?)
Fibra 0,6g
Cálcio 15mg
Fósforo 36mg
Magnésio 18mg
Ferro 0,09mg
Sódio 15mg
Potássio 75mg
Zinco 0,06mg
Cobre 0,03mg
Manganês 0,04mg
Tiamina 0,02mg
Riboflavina 0,08mg
Niacina 1,36mg
Vitamina B6 0,15mg
Vitamina B12 0,06mcg

Bebida com moderação a cerveja ajuda a vesícula a liberar a bile, líquido que quebra as moléculas de gordura no organismo. Porém ao ser ingerida em demasia, a bebida alcoólica leva nosso corpo a priorizar mecanismos de desintoxicação para a eliminação do álcool, prejudicando o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas.

Mas o mais importante é verificar a data de fabricação e validade da cerveja. A principal conclusão de uma pesquisa feita por Priscila Becker Siqueira, que acaba de concluir seu mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é que a maior quantidade de substâncias benéficas da cerveja está presente até 15 dias após a data de fabricação da bebida. A cerveja possui compostos fenólicos, oriundos do malte e do lúpulo, que possuem propriedades antioxidantes ligadas ao retardo do envelhecimento celular e à possível prevenção de doenças como problemas cardíacos e males neurodegenerativos. A principal descoberta é que, até 15 dias após a data de fabricação, a cerveja perde 35% de seus compostos fenólicos. Ao longo dos seis meses seguintes (prazo médio de validade da bebida), somem mais 15% dos compostos fenólicos originais.

Concluindo, a cerveja, desde que bebida com moderação, faz muito bem à saúde.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Provas de amor

Já dizia Paulo Miklos:

"Existem provas de amor
Provas de amor apenas
Provas de amor
Não existe o amor
Não existe o amor
Não existe o amor não existe
O amor
Apenas provas de amor"

Quando amamos queremos dar provas de amor àquela que alimenta nosso sentimento a todo instante. Temos essa vontade que nos impõe que, mesmo já tendo oferecido várias provas de amor, devemos mais uma vez provar nosso sentimento. É como se fosse uma forma de amar. É como se nós só amássemos ao mostrar indubitavelmente o que sentimos, mesmo sabendo que isso não é de todo verdade. Mas o que são provas de amor?

Escrever cartas com declarações de amor seria uma prova de amor? Dizer aos quatro ventos que ama, é uma prova de amor? Falar com sua amada várias vezes ao dia, mesmo quando não temos mais assunto, é prova de amor? Mandar mensagens, emails e cartões virtuais sempre que consegue é uma prova de amor? Para alguns pode ser.

Para mim uma prova de amor não precisa ser gritada aos quatro ventos ou escrita em uma folha para durar por muito tempo. Para mim uma prova de amor pode ser efêmera e verdadeira. Pode ser fugaz e ficar marcada em nossa memória, em nosso coração eternamente.

Para mim uma prova de amor é um olhar sincero, verdadeiro. É aquele olhar que, quando recebemos, percebemos admiração e felicidade, mesmo que não seja dita. É aquele olhar carinhoso que você recebe quando precisa. É aquele olhar aconchegante que você recebe quando menos espera. É aquele olhar que, mesmo tendo durado poucos segundos, fica marcado em suas lembranças para sempre.

Prova de amor para mim é você se sentar quando gostaria muito de se deitar apenas para deixar a pessoa que você ama se deitar no seu colo. É você sentir a cabeça da pessoa amada no seu colo e não querer mais se levantar. É você sentir uma vontade incontrolável de fazer carinhos em seu cabelo não apenas para agradá-la, mas porque você precisa acariciá-la.

Prova de amor é você assistir a filmes de terror mesmo sabendo que ficará impressionado, que sentirá um medo que não gostaria, apenas para ficar ao lado do seu amor por mais alguns minutos. É descer do carro quando está chovendo para que a pessoa que você ama não se molhe. É oferecer seu casaco para a amada, mesmo que ela não queira, para que ela não sinta frio. É massagear suas costas quando a achar tensa. É levar o café de manhã na cama para que ela não tenha que se levantar. É comprar o que não gosta de comer só porque sabe que a amada gosta.

Prova de amor é abrir mão dos minutos que você possui para descansar só para estar ao lado da pessoa amada. É dirigir apressadamente por vários quilômetros só para sentir seus beijos mais uma vez. É sentir vontade de abraçar quem você ama mais uma vez, mesmo que seu último abraço tenha acontecido minutos atrás. É se flagrar boquiaberto admirando a beleza de sua amada enquanto ela dorme.

Prova de amor para mim está nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes. Está no que você faz e no que você é. Está no que você deixa de fazer e no que você se torna pela sua amada. Prova de amor para mim tem que ser eterna, mas não em uma folha de papel e sim dentro de nós. Prova de amor para mim é cumplicidade. É você ser só de uma pessoa e essa pessoa ser só sua. É se sentir completo com essa pessoa. É não precisar de mais ninguém. Essa é a maior prova de amor, uma prova pra você, não para a pessoa amada.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

De novo.....

Depois de fazer a primeira tatuagem, pensei que nunca mais faria nenhuma porque achei que era muita dor. Depois de fazer a segunda fiquei totalmente convencido de que não valia a pena o sofrimento. Mas não fiquei satisfeito com a segunda, achei que ficou muito magrinha, pequena e raquítica. Quando cheguei em casa com a perna ainda bem dolorida, já pensei em aumentar a tattoo. Mas pensar em enfrentar aquelas agulhas novamente me desanimou pra caramba. Depois de depilar as costas (ok, uma parte dela) achei que aguentaria numa boa uma nova sessão de agulhadas. Criei coragem e fui. Doeu, mas muito menos do que a primeira sessão da perna. O resultado ficou muito bom e acho que não preciso fazer mais nada nessa tatto, apesar de alguns colegas falarem "ainda falta alguma coisa". Não, não falta nada, pra mim está ótimo, até porque se precisasse aumentar seria eu quem sentiria as agulhadas. E o pior é que quando cicatrizar terei que voltar para engrossar e retocar a primeira parte, porque deu uma pequena diferença. Outra sessão tortura. Mas é o jeito, foi inventar moda, agora aguenta. E minha meta era ter três tattoos já que, diz a lenda, quando se tem tatuagens é preciso ter um número ímpar de tattoos porque senão..... sei lá, acho que dá azar, pra quem acredita nessas coisas. Mas depois de aumentar a segunda fiquei realmente na dúvida se quero fazer mais uma.

Agora estou ainda mais convencido de que as mulheres são mais tolerantes à dor que os homens. Enquanto eu fazia a segunda parte da minha tattoo, na sala ao lado uma moça aumentava uma tattoo gigante na parte de baixo das costas, perto da bunda. Enquanto eu aguentava firme e forte a dor, conversando e eventualmente fazendo uma cara de sofrimento, ela conversava e gargalhava na sala ao lado, até o Lico, o tatuador, falar que não terminaria sua tatto porque ele já estava cansado. Então perguntei ao Tahiti, meu tatuador, quem reclamava mais de dor enquanto era tatuado, se os homens ou as mulheres.

- Eu nunca vi uma mulher desmaiar enquanto é tatuada.

- Hããã??? E você já viu algum homem desmaiando enquanto é tatuado?

- Vários.

Pronto, está mais que comprovado.

Primeira parte:






Segunda parte: